DINÂMICAS – 95

95. Jesus Cristo: Centralidade dos Sacramentos

Objetivo: Mostrar que Jesus é o Centro dos Sacramentos.

Participantes: ilimitado

Tempo Estimado: 45 minutos

Material: Bíblias, Papel em branco, Canetas ou Lápis, Giz e Quadro Negro.

Descrição: Não podemos falar em Sacramentos sem antes falar em Jesus Cristo. É Ele a centralidade de todos os sacramentos porque de seu coração brotam “rios de água viva que jorram até à vida eterna” (Jo 7, 38).

O próprio Jesus se apresenta como aquele que pode estancar as muitas sedes que o ser humano deseja saciar. “Se alguém tem sede venha a mim, e aquele que acreditar em mim, beba” (Jo 7, 37-38).

Mas, o incrível é que o próprio Deus chama, atrai para esta fonte e quer que toda criatura se abasteça de seus dons, de sua vida.

Desde o Antigo Testamento, Deus se aproxima de seu povo através de muitos encontros. São encontros onde perpassa sua compaixão e misericórdia, sobretudo onde há sofrimento (Ex 3, 7-11).

Há encontros de encorajamento (Js 1, 6-9), de intimidade (1Rs 19, 9-14), de exigência (Jr 1, 4-10), de realização, alegria... (Is 65, 17-25).

Mas, Deus se aproxima de forma radical junto de seu povo, mandando seu próprio Filho Jesus. Ele se encarna, se faz pequeno, se fez um de nós e assume, assim, as dores, as alegrias de cada ser humano.

JESUS, O SACRAMENTO DO ENCONTRO

Por sua vida, gestos, e ações, Jesus apresenta-se como o sacramento vivo de Deus em unidade com todos os homens e mulheres.

Ao olharmos o evangelho vemos Jesus encontrando-se com uma variedade de rostos. Sua proximidade é com os mais sofridos, pobres, marginalizados e pecadores. Junto deles Jesus se torna o sacramento do amor, da gratuidade, da ternura, da acolhida, do perdão, sempre através dos gestos concretos.

VEJAMOS:

• Aproximou-se de doentes, leprosos e possessos (Mt 8, 16-17; Mc 1, 32-34). Toda enfermidade era considerada um castigo de Deus. Jesus quebrou esta maneira de pensar e vai ao encontro dos atormentados em suas dores.Criticou as muitas leis da pureza legal (Mt 23, 23-25).
• Acolheu pecadores, prostitutas, mulheres, crianças. A todos, achegou-se sem preconceito. Partilhou sua vida apesar de censurado e mal visto pelas autoridades (Lc 19, 1-10). Chega a fazer uma refeição de confraternização com os pecadores (Mc 2, 15-17; Mt 9, 11-13).
• Saciou uma multidão de famintos, marginalizados, pelo sistema dominante (Mc 6, 34-44).
• Conviveu com o povo pobre da terra, despojado do poder (Mt 5, 3; Lc 6, 20; Mt 11, 25-26).
• Chamou seus colaboradores, não a partir do templo, mas do meio da comunidade de sua convivência. A exigência máxima era o amor (Mc 1, 16-20; Lc 5, 1-11; Jo 1, 35-49; Mt 9, 9-10).

A missão de Jesus é construir o Reino de Deus. Este Reino se concretiza no combate às divisões injustas, que geram escravidão e na superação de todos os males que estragam a vida: fome, doença, pecado, morte, medo, discriminação, abandono, leis opressoras, tristeza... Ao colocar-se do lado dos crucificados ele se apresenta como o maior sinal de vida. “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14, 6).

Como seguidores de Jesus, não podemos deixar de nos comprometer diante de tanta injustiça que produz a cada dia uma multidão de excluídos. De nada adianta comungar o Cristo da celebração litúrgica, se a fila dos famintos aumenta a cada dia.

DINÂMICA:

1 - Leitura de um dos texto em grupo: Mc 8, 22-26; Mc 7, 31-37; Mc 6, 34-39; Jo 8, 1-11; Mc 5, 21-43; Mt 14, 25-32.

2 - Completar o esquema:

• Tipo de encontro
• Personagens
• Gestos de Jesus
• Palavras de Jesus
• Exigências de Jesus
• Coisas que Jesus usa
• respostas dos tocados e curados por Jesus.

SACRAMENTOS E SEGUIMENTO DE JESUS

Certamente, também em nós ressoam as palavras de Jesus: “Vem e segue-me” (Lc 18,22). O nosso chamado pode ter sido feito em meio a tantos recuos, avanços, resistências... O fato é que decidimos responder ao seu chamado e aqui estamos nos passos do Mestre. Sabemos que somos seus discípulos e discípulas, e queremos nos comprometer com Ele, ter sua vida dentro de nós, anunciar o seu Reino e, em seu nome, libertar as pessoas de tudo o que as escravizam.

Para segui-lo, Jesus nos coloca uma grande exigência: Amar como ele amou. Seguimento e sacramentos adquirem sentido cristão e se convertem em fonte de vida.

Os sacramentos, sem o seguimento, seriam atos, ritos, símbolos vazios, palavras sem efeito que chamaríamos de sacramentalismo, pois não insidem na transformação plena de cada pessoa e da comunidade.

Sacramentos e seguimento são dinâmicos, provocam mudança e crescimento nas pessoas.

A celebração dos sacramentos e o seguimento de Jesus apontam para um mesmo fim, o Reino de Deus, que é “Vida abundante para todos” (Jo 10, 10).

A Palavra de Deus nos apresenta um único Deus presente no meio de seu povo, o Emanuel. Este mesmo Deus se esconde também nos símbolos sacramentais.

“Esse Deus que escuta os pobres, que desce e luta por eles e com eles, é o Senhor da História. Esse Deus que se esconde por trás da água do Batismo, das pobres mãos de seu ministro, por trás de um pouco de azeite bento, do pão e do vinho, do “sim” que um homem e uma mulher se dão em sua presença, esse “pobre Deus” é o mesmo que ressuscitou o Crucificado e nos fará participar com Ele da “Vida em abundância” pela graça e força de seu Espírito” (Pobres Sacramento?! Juan Fernando López, pág. 114).

“Os Sacramentos são símbolos, gestos e palavras que, pela ação do Espírito, fazem presente, em meio da comunidade, a Jesus Cristo, seus sinais, seus gestos e suas palavras, sua prática e sua vida toda.

Os Sacramentos atualizam a Vida de Jesus na comunidade cristã, a Igreja” (Idem, pág. 119).
Para todo cristão e cristã conhecer e seguir a Jesus Cristo é de suma importância para fazer um processo permanente de caminhada na fé.

Os sacramentos ajudam a revitalizar, alimentar a vida e a fé diante das fraquezas, desânimos, lutas e desafios que o cotidiano nos apresenta.

Precisamos assumir com garra e entusiasmo o seguimento de Jesus e nos abastecer nas fontes que jorram de seu coração: os Sacramentos.

Ir. Marlene Bertoldi
Jornal - "MISSÃO JOVEM"